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«Eu Tenho o Poder»: Episódio 3 - «Bravo não é quem sente medo, é quem o vence»

Regressámos ao palácio para o nosso próximo compromisso do dia, não tardou muito depois da nossa chegada. O professor Edward entrou na enorme sala de reunião com o Riley que fez as apresentações e retirou-se. O professor Edward já é um senhor, que deve ter por volta de uns 50 anos, mas parece bem mais jovem. Deve ter uma vida bastante boa e cuidadosa. Além de lecionar História, também leciona Ciência e Política, ambas disciplinas na Universidade Frank Thomas. Eu e a Lauren aguardámos alguns minutos, enquanto o professor preparava o material que iria projetar para essa pequena aula. Depois de sete anos sem assistir a uma aula, volto a estar na pele de um aluno. Tudo isso para ser o próximo presidente da gloriosa nação norte-africana.

Professor - Não quero transformar isso numa aula. Apenas quero passar conhecimentos que vocês precisam de ter para cumprirem os vossos objetivos. Primeiro vou começar por falar algumas coisas importantes sobre o país e depois falar sobre a nossa política. Acham bem assim?
Oliver - Sim, claro! Faça como entender melhor.
Professor - África do Norte é constituída por três ideologias religiosas. 70% da população é católica, 20% islâmicos e 10% anglicanos. Essas crenças religiosas dividem o país em três partes: o litoral sul e o interior sul são maioritariamente católicos, o litoral norte e interior norte são islâmicos e os do centro são anglicanos. Atualmente fala-se três línguas no país: o inglês, que é a língua oficial, o francês, que é bastante falado no interior do país por algumas comunidades, e o árabe que é falado sobretudo nas cidades islâmicas. Em relação às nossas fronteiras, a norte estamos limitados pelo Egito, a leste pelo Mar Vermelho, onde fazemos fronteira com a Arábia Saudita e a oeste pela República Centro-Africana, Chade e Líbia. Temos como nosso principal e único rio o Nilo. Em 2014 fomos considerados a nação sem população abaixo do nível da pobreza e somos o terceiro maior país de África. Pertencemos à ONU e à União Africana, na qual fomos um dos países fundadores. Posso continuar ou já estão fartos de me ouvir?
Lauren - Estou completamente focada em tudo o que está a dizer. Pode continuar.
Oliver - Por mim também continuamos.
Professor - Muito bem. Como sabem, fomos uma colónia britânica e juntamente com o nosso país irmão, a África do Sul, recebemos a independência em 1910, mais precisamente a 10 de agosto de 1910 e a 11 de dezembro de 1931 tornamo-nos independentes do estatuto de Westminster. Em 1931 entrámos numa ditadura militar, liderada pelo general Magoeng, que durou até 1969. No ano seguinte, o Presidente do PDNA (Partido Democrático Norte Africano) Frank Thomas, proclama a primeira República e é consagrado o primeiro Presidente do país. Bem, penso que por hoje é tudo!
Oliver - Muito obrigado pela aula!
Lauren - Foi bastante bom saber essas coisas do meu país. Obrigada, professor!
Professor - Foi um prazer para mim. 

O resto da tarde, a Sarah fez-nos uma visita guiada a todos os cantos do palácio e acabámos por ficar por uma das piscinas durante algum tempo. Seguiu-se o jantar em família, em que o silêncio prevaleceu. Por volta das 22 horas, subi para o meu quarto e caí no sono.
Quando o despertador tocou, às 7 da manha, eu já tinha tomado o meu banho e estava apenas a apreciar a bela visão que o Mar Vermelho me proporcionava. O funeral estava marcado para as 10 horas no Sun Day Stadium e, logo a seguir, para o Cemitério do Estado, onde são enterradas todas as figuras importantes do país. Às 9 da manhã, o Riley bateu à porta do meu quarto para avisar que estava na hora e segui atrás dele. Cheguei ao estádio, faltava poucos minutos para as 10, acompanhado pela minha mãe. Cumprimentámos os chefes de estados presentes: começámos pelo Presidente Jacob Zuma, da África do Sul; seguimos para o Presidente da Namíbia Hage Geingob; o Presidente do Egito Abdul Fatah Khalil Al-Sisi; o primeiro-ministro britânico David Cameron; e, por fim, o presidente da Argélia Abdelaziz Bouteflika. A cerimónia começou com um discurso do tio Isaac, na pele de Presidente da Nação e de Presidente do Partido Democrático. Enquanto ouvia o discurso do meu tio, algo chamou a minha atenção: uma bela senhora, mulata e com cabelos ondulados, muito parecida com a jornalista que vi na NA Channel. Trocava algumas palavras com o Riley que não estava a prestar muita atenção no que ela dizia. Esperei até o Riley se deslocar para outra posição e fui ter com a bela senhora.

Oliver - Permita-me matar uma curiosidade.
Wendy - Claro. Qual é a curiosidade?
Oliver - Por acaso, a senhorita trabalha na NA Channel?
Wendy - Sim, trabalho. Porquê?
Oliver - Por pura curiosidade. Como se chama?
Wendy - Wendy Sheron.
Oliver - Muito prazer, senhorita Wendy Sheron. Não perguntou mas eu sou o Oliver.
Wendy - Eu sei quem é. Por isso não perguntei.
Fomos interrompidos pelo Riley que surgiu do nada.
Riley - Oliver prepara-te para subir ao palco!
Oliver - Já vou!
Wendy - Parece que ficamos por aqui.
Oliver - Foi um prazer!

Retirei-me e segui em direção ao palco, onde segundos depois, o meu tio chamou-me. Depois de me dar um abraço saiu e deixou-me sozinho à frente de 120 mil pessoas. Respirei fundo, olhei para a minha família e para a Lauren, que me fez um sinal com a cabeça e deu um sorriso tranquilizador.
Oliver - Bom dia a todos e obrigado pela vossa presença! Hoje, 5 de julho de 2015, estamos aqui para homenagear, um pai, um amigo, um democrata e um admirador de Nelson Mandela. Se eu não referisse a admiração que o meu pai tinha por esse homem, provavelmente ele voltaria só para me lembrar disso. Com base em duas incríveis frases de Nelson Mandela, farei o meu discurso. A primeira é: "Bravo não é quem sente medo, é quem o vence". O meu pai repetia essa frase tantas vezes que nunca me esqueci dela. Nunca essa frase fez tanto sentido para mim como hoje, porque confesso que estou cheio de medo, porque não sei o que fazer sem o meu pai na minha vida, mas eu sei que esse medo me tornará um vencedor, pois foi isso que fez do meu pai um vencedor. Foi o medo que fez dele um grande presidente durante 25 anos, foi o medo dele que tornou esse país na potência que hoje é. Por esta razão, estou feliz por sentir medo, porque sei que me tornará num vencedor. O meu pai deve estar a dar risadas por ver tanta gente com lágrimas nos olhos. Chorar era algo que nunca fazia, pois quem o conheceu bem sabe que ele dizia sempre "Aqueles que choram, não sabem o que é rir" ou então "O homem que se arrepende dos seus erros, não chora mas sim sorri". Eu percebi o quanto o meu pai amava esse país. Dois dias antes de me pôr num avião para Londres, eu tinha apenas 15 anos, e disse-lhe que ele ama mais o seu país do que a sua família e ele, olhando nos meus olhos respondeu: sim eu amo mais o meu país porque eles precisam mais de mim do que a minha família precisa. Durante anos fiquei zangado, mas depois percebi que ele tinha razão. Hoje despedimo-nos de um homem que acreditava no seu povo, que lutou pelo seu povo, um pai que amou incondicionalmente a sua família, um avô que amou e criou uma grande nação para os seus netos. A outra grande frase de Nelson Mandela, em que o meu país se espelhava e que quero-vos falar hoje é: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Há vinte anos atrás, o meu pai disse-me esta frase quando colocava-me no avião para Londres. Fiquei confuso como é óbvio. Um miúdo de 15 anos, naquela altura, não entenderia o sentido dessa frase. Durante 20 anos vi o meu pai apenas cinco vezes porque ainda estava magoado por ele ter investido na minha educação, mas hoje eu sei que era tudo um plano para que eu regressasse ao país que me viu nascer e contribuísse para melhorar cada vez mais esse país. Jacó Thomas, o homem que nos deixa e parte para um plano maior em que nos observará e nos guiará para o caminho da prosperidade e glória. Muito obrigado por tudo que fizeste por nós, papá.
120 mil pessoas olhavam para mim, uns com lágrimas nos olhos. Desci do palco e voltei a posicionar-me ao lado da minha mãe e da Ruby. O Riley deu-me os parabéns pelo discurso e seguimos atentos ao sermão do cardeal Kofi, do responsável da igreja islâmica e do responsável da igreja anglicana. Seguimos viagem em caravana para o cemitério onde se sucedeu o enterro. Logo a seguir, ouve um pequeno-almoço para 100 convidados de que preferi não fazer parte e fui para o palácio descansar. Por volta das 16 horas, o Riley apareceu no palácio juntamente com a Ruby e a minha mãe para me apresentarem as duas candidatas, uma delas será a minha futura mulher.
Riley - Elas estão prontas para conhecer-te, Oliver!
Ruby - Espero que gostes. Eu e a mãe escolhemos a dedo.
Oliver - Prefiro fazer isso de uma maneira diferente.
Abigail - Não me digas que mudaste de ideias, filho.
Oliver - Não, apenas prefiro não conhecer as duas. A ideia de chegar lá, olhar na cara das duas e escolher uma parece-me um pouco sujo. Prefiro que me mostrem fotos de ambas e que me digam algumas informações de cada uma e a escolhida passo a conhecê-la.
Riley - Está bem, mas tem de ser rápido. Ainda temos que tratar hoje de alguns detalhes do casamento e ainda tens o professor de Geografia logo à noite.
Oliver - Está bem. Agora mostrem-me lá as senhoras.

O Riley pegou no iPad e mostrou-me a primeira: uma mulata com traços bem africanos, da maneira que eu gosto, sorriso tímido, lábios finos, alta e magra.
Ruby - Essa é a Kate Hill. Filha do bilionário Rick Hill, um grande amigo da família, com descendências britânicas por parte da mãe. A Kate é atriz e modelo, é uma figura pública bastante acarinhada pelo povo. Já foi Miss África do Norte e ficou em terceiro lugar no Miss Universo. Tem trinta anos e achamos que será uma mais-valia tê-la pela fama que já possui.
A segunda conquistou-me logo pelo sorriso largo, com cabelos ondulados e pretos, com o corpo ampulheta e bem definido. Notava-se as suas curvas através do vestido branco que usava na fotografia.
Abigail - Esta aqui, meu filho, é filha da minha antiga médica. O nome dela é Lisa Navon Zafirah, é de origem judaica por parte da mãe e também tem origem árabe por parte do pai. Nasceu na cidade de Al Jabar, mas mudou-se com a família para Union em 2005. Tem 33 anos e é professora primária, a família é de classe média alta, mas nos últimos tempos estão a passar por algumas dificuldades.
Oliver - O que achas das duas, Lauren?
Lauren - A Kate é linda e como disse a Ruby iria dar uma boa ajuda porque já é conhecida do povo e as famílias são amigas. Mas eu prefiro a Lisa, além de ser muito linda, é uma mistura de judeus e árabes, o que vai ajudar bastante nos conflitos. Ter uma primeira-dama de descendência árabe vai aproximar bastante o povo islâmico.
Riley - A Lauren tem razão. A Lisa é perfeita.
Oliver - Acho que estamos os três de acordo. Gostei da Lisa, levem-na para a praia que já vou ter com ela. Não quero que o nosso primeiro encontro seja numa enorme sala de reunião.
Riley - Vou já tratar disso.
Ruby - Boa escolha, mano.
Abigail - Eu vou ligar agora para os pais dela. Temos que começar a preparar o casamento.
Oliver - Mãe, não quero nada de exageros. O pai morreu agora. Não vejo motivos para grandes celebrações e além disso não quero muita gente desconhecida no meu casamento.
Abigail - Não te preocupes, meu filho. Até já.
Ruby - Da maneira que tu conheces a mãe, sabes que ela vai fazer uma festa memorável.
Oliver - Vamos torcer para que ela não invente em convidar a cidade toda. Agora vou lá conhecer a minha futura mulher.
Lauren - Boa sorte.
Subi rapidamente para o quarto, coloquei uma t-shirt e um calção de praia. Peguei na toalha e quando ia para praia, encontrei-me com o Riley pelo caminho.
Riley - Oliver, o Emmanuel vai acompanhar-te até à praia e vai ficar lá até te retirares. Recebemos há bocado uma ameaça de um dos grupos radicais. Estão a planear um ataque aqui no palácio.
Oliver - Ok, sem problema!

Segui o caminho para praia na companhia do Emmanuel, que é sempre muito simpático. Era impossível não ficar abalado assim que coloquei os olhos na minha futura mulher. Ela é mil vezes mais bonita pessoalmente. Dirigi-me lentamente e coloquei um sorriso descontraído no rosto.
Oliver - Se não estou errado, ouvi dizer que vamos casar em breve.
Lisa - Parece que sim, senhor.
Oliver - Por favor, não me chames de senhor que me sinto velho.
Lisa - Está bem, peço desculpa.
Oliver - Não precisas de te desculpar. Sou o Oliver.
Lisa - Eu sou a Lisa.
Oliver - Como é possível que uma mulher tão bonita esteja solteira?
Lisa - Agora já não estou.
Oliver - Pois é, que sorte a minha!
Lisa - És muito mais simpático do que imaginei. No discurso de hoje parecias um pouco antipático.
Oliver - Eu acordo todos os dias de manhã com aquela cara. É melhor te acostumares.
Lisa - Farei o maior esforço para que isso aconteça.
Oliver - Estava a pensar em darmos um mergulho. O que achas?
Lisa - Não estou preparada para isso. Podes ir tu. Eu fico aqui a olhar.
Oliver - Muito bem! Depois não digas que não te convidei.

Entrei, pela primeira vez, nas águas do Mar Vermelho, que estava a uma temperatura bastante agradável. Depois de mergulhar em algumas ondas, saí da água e voltei para o lado da minha futura mulher.
Oliver - Quero que a nossa relação seja sincera por isso vou perguntar-te porque aceitaste fazer parte disso?
Lisa - Tive três razões para aceitar: primeiro porque na história da minha família os casamentos sempre foram arranjados; segundo porque quero proporcionar o melhor para os meus irmãos; e terceiro porque disseram-me que posso tornar-me a próxima primeira-dama, o que daria muito jeito, porque existem coisas nesse país que podiam estar melhor.
Oliver - Acho que escolhi a mulher certa. Quantos irmãos tens?
Lisa - Dois rapazes, Hassan, de 19 anos, e Koka, de 15 anos.
Oliver - Espero que gostem de mim. Não quero levar porrada dos meus cunhados
Lisa - Talvez gostem, tens que os conquistar.
Oliver - Tens razão.
Emmanuel - Senhor, vamos ter que entrar. Está a escurecer e fica difícil protegê-lo nessas circunstâncias.
Oliver - Está bem, Emmanuel. Lisa, vamos?
Lisa - Claro!

Saímos da praia, despedi-me da Lisa que foi com a Ruby experimentar o vestido de noiva. Fui tomar um banho e trocar de roupa e de seguida fui ter com a Lauren que já estava com professor de Geografia na sala de reunião. Assim que entrei na sala, vi a Lauren a conversar com o professor. Fiquei espantado por ver que era jovem.
Oliver - O professor parece-me jovem…
Simbala - Boa noite, senhor! Sim, tenho apenas 32 anos. O meu nome é Arthur Simbala, mas toda a gente trata-me por Simbala.
Oliver - Quando ouvi o Simbala achei que fosse mais velho. Bem-vindo a bordo.
Simbala - Obrigado, senhor!
Lauren - Vamos logo começar a aula que estou com vontade de aprender.
Simbala - É isso mesmo! Gosto do espírito, senhorita Lauren. O que tenho para vos dar hoje é tudo relacionado com a cidade de Union. Nas próximas aulas falaremos do resto do país.
Oliver - Se eu lhe convidasse para se juntar à nossa equipa, assim viajaria connosco durante a campanha e ia nos ensinando as coisas relacionadas com a cidade que visitamos.
Lauren - Ótima ideia! Assim não dávamos as coisas à pressa. O que acha, Simbala?
Simbala - Acho uma boa ideia. Pode contar comigo, senhor!
Oliver - Ótimo! Agora vamos lá falar sobre a cidade de Union.
Simbala - Em 1960, o litoral do nosso país, mais especificamente junto ao Mar Vermelho, existiam pequenas aldeias de pescadores. Em 1990, logo após vencer as eleições presidenciais, o Presidente Jacó mandou unir essas aldeias que, no total eram cinco, e torná-las numa grande cidade com o nome de Union e que passaria a ser a capital do país. Em 2005 a cidade ficou pronta e mudou-se a capital de Memorial City para Union. A cidade tem atualmente 5 milhões de habitantes, entre eles, 600 mil são estrangeiros, que trabalham na cidade, e 200 são estudantes universitários que vêm de outros países de África. Os habitantes são maioritariamente católicos. A cidade é a maior fonte de rendimento do país e é completamente subsistente. A riqueza da cidade está dividida em cinco áreas: 30% é do petróleo, 10% do turismo, 10% do porto marítimo, 30% do imobiliário e da construção e 20% do comércio. O aeroporto internacional de Union é o maior de África e o 11º maior do mundo, recebendo cerca de 70 milhões de passageiros por ano. No desporto, a cidade tem duas equipas de rugby, os Union 90 e os Power Rangers que é o atual campeão nacional. Existem quatro equipas de futebol: a Union FC, Campeã Nacional e Campeã Africana; Pink Dragons, a equipa feminina; Red Dragons, uma das três grandes equipas do país; e a mais recente equipa criada pelo bilionário Rick Hill, a Hill City FC. E ainda uma equipa de basquetebol, Union Rockets, uma das melhores equipas do campeonato nacional de basquetebol que tem o nome de CNB (Campeonato Nacional de Basquetebol).Temos na cidade cinco grandes estádios, o maior deles é o Sun Day Stadium. Union faz fronteira com a cidade de Al Jabar, uma das principais cidades do país. Temos oito cidades irmãs: Dubai, Lisboa, Barcelona, São Paulo, Genebre, Nova Iorque, Londres e Joanesburgo. Na economia, a cidade tem o maior PIB de África, que passou de 30 bilhões, em 2006, para 75 bilhões, em 2014. Considerada, em 2014, a cidade mais rica de África. Union colocou-se na dianteira de todas cidades africanas no que diz sentido o setor imobiliário com dez grandes edifícios que batem recordes africanos e mundiais. Temos o maior prédio de África e o 19º maior do mundo, o 101 tower com 101 andares. Temos também o Frank Thomas Tower, com 88 andares; o Four Seasons, com 82 andares; e o The Big One, com 95 andares, formam o quarteto dos maiores edifícios de África. Na área do transporte, a cidade oferece o melhor para os seus habitantes, com o Aeroporto Internacional de Union, o Hub da Union Airlines, eleita melhor companhia aérea de África por três anos consecutivos e a 7ª melhor no mundo, o metro de Union, que conta com cinco linhas que ligam a cidade toda e mais duas linhas que fazem a ligação do aeroporto com o centro da cidade. Além do aeroporto, os cidadãos podem deslocar-se para outras cidades, através do comboio de alta velocidade, que faz ligação com todas as cidades. As estradas da cidade estão em ótimo estado e permitem a circulação sem muitos congestionamentos e também existe a ligação com as outras cidades pela autoestrada e para terminar a cidade tem mais de 5 mil táxis.
Oliver - Muito obrigado, Simbala! Foi fantástico!
Lauren - Maravilhoso!
Simbala - Obrigado, senhor e senhorita Lauren. Ainda bem que gostaram, temos uma cidade maravilhosa!
Lauren - Assim que tivermos as datas da campanha, avisamos.
Simbala - Fico então a aguardar. Com licença.
Assim que o Simbala retirou-se, o Riley entrou na sala com alguns papéis na mão e pronto a tirar-nos todo o alívio que tínhamos.
Riley - Oliver, não vais gostar muito do que tenho para te dizer.
Oliver - Força, Riley. Diz.
Riley - O teu casamento é daqui a três dias no sábado e essa é lista de convidados. Cerca de 50.
Oliver - Que merda! Pensei que tivéssemos mais tempo.
Riley - Os tipos do Partido Nacional Islâmico pressionou e deram-nos até segunda-feira à meia-noite para apresentar o nosso candidato às eleições. Eles começaram a campanha deles na segunda-feira em Al Jabar. Terás que fazer um discurso, amanhã na sede do nosso partido, quando o meu pai oficializar-te como candidato do partido. Já pedi que o Aram viesse cá amanhã bem cedo. Temos que estar no partido às 11 horas.
Oliver - Já começo a detestar esses tipos do Partido Islâmico, mas vamos a isso. Parece que a lua-de-mel vai ser durante a campanha.
Riley - Agora descansa. Amanhã depois de irmos à sede do partido, vamos começar a trabalhar na campanha.
Oliver - Está bem. Boa noite, Riley! Até amanhã!
Riley - Até amanhã, Oliver e Lauren!
Lauren - Até amanhã!

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