O que estou a fazer? Estou a viver ou a sobreviver? Todas essas mentiras na minha cabeça São tão reais que parece realidade. O que estou a fazer? Será essa vida que eu quero? Estou nesse quarto escuro, a fingir ser alguém. Com medo de acender a luz e perceber que tudo isso é uma ilusão. O que estou a fazer? Como fazer as pessoas acreditarem em mim, Se eu não acredito em mim mesmo. O que estou a fazer? Quando será que vou acordar e perceber que eu sou uma mentira, Quantas mentiras preciso para que isso se torne uma verdade. Será que sou capaz? O que estou a fazer? Eu não preciso de muito amor, Eu só preciso da luz. Imagem retirada de https://recolocacaoprofissional.com/desemprego-estou-desanimado-o-que-fazer-para-mudar-isso/
Sou angolano. Não precisava de escrever isto para me identificar, mas assim já sabem o meu tom de pele, do qual sou imensamente orgulhoso (e não estou a ser racista com os brancos). Sempre lidei bem com o preto da minha cara, dos meus braços, do meu tronco, das minhas mãos, dos meus pés, das minhas pernas. Não me venham com o "castanho"... preto é preto! Sei que essa teoria do "castanho" é para não ofender o visado, mas acaba por ser pior esse preconceito do "castanho". Nós, africanos, sempre ouvimos a palavra "preto" e relativizar não vale a pena. Mas atenção: não há razão para chamar "preto" ou "castanho". Cada pessoa recebe um nome à nascença. Se não sabes, pergunta. "Preto" é associado a racismo e esse tema está tão em voga nos últimos tempos. Começou com George Floyd. Mais um negro que é morto pela polícia na América, algo que já se torna frequente desde Martim Luther King - "I have a dream", lem...