
Coimbra, 29 de março de 2003.
Jacinta, meu amor:
Carrego no meu peito algo que se releva a cada manifestação tua. Só eu e Deus sabemos a tamanha dor que sinto no meu peito a cada lembrança que tenho de ti, a cada sonho, a cada letra que vejo do teu nome.
Essa dor que não vejo, apenas sinto. Essa dor que me deixa sem palavras e me faz rir feito parvo no meio da rua. Essa dor que me faz ter vontade de estar preso. Camões estava mais do que certo quando disse: «Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê». Resumindo, esse amor que sinto por ti está a matar-me aos poucos.
Agora mudando de assunto: quero dizer-te que recebi a tua carta e não podia estar mais feliz por ler as tuas palavras. Cometi a calamidade de ler e reler a carta antes de dormir e acordei suado como se estivesse febril.
Na carta, perguntas-te o que quero contigo? Bem meu amor, eu quero namorar contigo, quero casar contigo e ter filhos bonitos contigo. Não passa um dia em que não imagino essas coisas, por isso se te preocupa saber o que quero de ti, aí tens a resposta.
Eu quero uma vida ao teu lado!!!
Agora diz-me tu, o que queres comigo?
Do teu futuro,
José.
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